A segurança nas escolas é um tema cada vez mais urgente em todo o Brasil. Situações de ameaça, por mais raras que sejam, exigem preparo, prevenção e protocolos bem definidos. Um dos mais recomendados em treinamentos internacionais é o protocolo “Correr, Se Esconder, Lutar e Socorrer”, adaptado para ambientes escolares com foco na proteção de alunos, professores e funcionários.
Neste artigo, a Defesa Civil destaca como aplicar esse protocolo em escolas de forma inteligente, responsável e preventiva, promovendo uma cultura de autoproteção e resposta rápida a emergências.
Por que falar sobre isso nas escolas
As instituições de ensino precisam estar preparadas para diversos tipos de risco, como:
- Ameaças externas (invasões, violência armada);
- Situações de pânico coletivo;
- Desastres naturais e emergências estruturais.
Embora o foco do protocolo “Correr, Se Esconder, Lutar” seja originalmente voltado a ameaças humanas intencionais, ele pode ser adaptado com muito cuidado ao contexto escolar, sempre respeitando o nível de maturidade dos alunos e o ambiente educativo.
Entendendo o protocolo
1. Correr (Evacuar com segurança)
Se for possível sair do local com segurança, correr deve ser a primeira opção. Isso significa:
- Conhecer rotas de fuga e saídas da escola;
- Saber para onde ir (ponto de encontro seguro);
- Não perder tempo pegando objetos pessoais;
- Incentivar o silêncio e a calma durante a evacuação.
Professores e funcionários devem orientar os alunos, guiando-os de forma rápida, sem criar pânico.
2. Se esconder (Abrigar-se até que o perigo passe)
Se não for possível escapar com segurança, o ideal é buscar abrigo:
- Trancar portas, apagar luzes e silenciar celulares;
- Afastar-se das janelas;
- Ficar fora da linha de visão e em silêncio absoluto;
- Manter a calma e quando houver segurança acionar a Polícia Militar (190)
Algumas salas podem ser adaptadas como espaços seguros, com kits de emergência e comunicação direta com a coordenação.
3. Lutar (como última alternativa)
Este passo é extremo e somente em casos de vida ou morte, especialmente para adultos capacitados:
- Usar objetos disponíveis como forma de defesa (extintores, cadeiras, mochilas);
- Desestabilizar o agressor para ganhar tempo e fugir;
- Proteger a si e aos outros caso o confronto seja inevitável.
Esse ponto deve ser tratado com muito cuidado na formação de educadores, sem nunca ser aplicado diretamente a alunos.
4. Socorrer (após a neutralização do perigo)
Terminada a situação de risco:
- Prestar os primeiros socorros a feridos;
- Acionar equipes de emergência (193 e 192) e a Defesa Civil (199);
- Fornecer informações às autoridades com clareza;
- Acolher emocionalmente os alunos e colaboradores.
O socorro não é apenas físico. Assistência psicológica e acolhimento são fundamentais após um episódio de crise.
Como implementar o protocolo na escola?
- Treine a equipe escolar com apoio técnico da Defesa Civil e da segurança pública;
- Crie simulados periódicos, com abordagens adequadas à idade dos alunos;
- Adapte o plano de emergência escolar para incluir ameaças humanas e evacuação estratégica;
- Envolva a comunidade escolar — pais, alunos, conselhos e parceiros.
Conclusão
A segurança escolar não se faz apenas com câmeras e muros. Ela começa com informação, prevenção e atitude. O protocolo Correr, Se Esconder, Lutar e Socorrer pode salvar vidas quando bem planejado, treinado e adaptado para o ambiente educativo.
A Defesa Civil está à disposição das escolas de Jaraguá do Sul para oferecer suporte técnico, orientações, treinamentos e apoio na construção de ambientes mais seguros.
Proteção começa com conhecimento. Compartilhe este conteúdo com sua comunidade escolar.
